Estrondoso , primoroso , grandioso , estranho , irritante.Esses são os adjetivos mais apropriados para representar a imagem do homem que reargumentou em 3 décadas o verdadeiro sinônimo da pop music.
O titulo “King Of Pop” foi mais do que honroso , garantindo milhões de dólares em seus shows , e garantindo ainda mais que seu nariz se arrebita-se cada dia mais.Deixou de lado sua familia e sua musica black , para fazer a sonoridade que prosperou nos anos 80 , foi pioneiro lançando o clássico “Thriller” , o disco mais vendido até os dias de hoje e deixou se esvairar no pó da vaidade destruidora consumido pela sua patologica psique que se foi deixada levar em sua infância por um pai que transformou sua tênue vida em um pesadelo sem igual, por tantas cobranças quanto sua beleza negra , seus pai que o dizia ser feio , levou a ter uma grande capacidade de se auto-aperfeiçoar desviando o padrão da pele, insistindo que tinha vitiligo,e até diminuindo o tamanho do seu nariz ao ponto de não existir mais cartilagens de tanto se comprimir.
Fez parte da infância de duas gerações , dos nossos pais , e da nossa , cada qual com uma face tão diferente que seria irreconhecivel através do mesmo nome se não fosse pela sua voz calma e aveludada.Transformava seus filmes em politemporais peliculas de cinema , com efeitos especiais que nem se atingia á epoca , com uma sincronização em seu ballett.Sua dança se tornou o ponto principal de referencia , com seu pé em um movimento singular chamado “Moonwalk” até o fim do passo em que se equilibra nos mesmos em uma forma de pliè do ballett clássico.
Esse foi o homem , que ao mesmo tempo se fazia de anjo e demônio , disforme e embelezado por polêmicas envolvendo assédio de menores , nunca perdoou sua infância e a si mesmo , praguejando sua propria vida com muito dinheiro que na verdade só serviram para sua auto-destruição.Isso serve para identificar uma imagem presa em um vidro de incredulidade para surgir como um perfeito argumento de uma breve Sindrome de Peter Pan que ele vivia , tanto que nomeou seu rancho de “Neverland”.Seu encanto por crianças deixa claro que aquilo foi um modo de aperfeiçoar um passado marcado por brutalidades e o rápido estrelato , e as cobranças de um jovem rapaz negro que conseguiu quebrar o selo entre a musica negra e branca nos anos 70 com seu álbum “Off The Wall” com a música “Don’t Stop ‘Till You Get Enough” , conseguindo unir dois publicos tão distintos em um país que passava por sérios conflitos etnicos , entre as duas raças e a contracultura que havia surgido na década anterior.
Ainda que inocentado por seus atos de pedofilia , Michael Jackson ainda sobreviveu em um mar de ódio , após inclinar um de seus filhos no parapeito da varanda de um hotel em que estava hospedado.Isso mostra a tamanha bizarrice e o descuido quanto a psique do artista que era tão desajustada a ponto de pendurar uma criança em um parapeito a favor de seu exibicionismo , isso comprova a real e imediata Sindrome de Peter Pan.
Nos anos 90 , apresenta seu maior declinio , com a chegada do grunge que tomou a cena , ainda conseguiu manter seus pés na musica mostrando ser ágil com “Dangerous” de 1991 com um encarte belíssimo , e um dos seus melhores albums , no qual se encontra hits como “Black or White” e “Remember The Time” que em seu exuberante clipe destaca a presença do grandioso Eddie Murphy.
Esse é o Michael Jackson que guardamos na memória.Aquele que uma vez se apresentou com multi-faces , aquele contou com a presença de milhares de diretores de cinema em seus clipes como David Fincher , David Lynch e Martin Scorcese , que gravou um disco com Quincy Jones , que gravou o melhor clipe da história da musica fazendo referência ao mundo de George A. Romero , que foi uma imagem disforme , exibicionista e destruida e que por dentro se encontrava uma alma pura tentando encontrar uma luz para sua vida tão bizarra.
Descanse em Paz M.J.

Watchmen (2009)










